Durante a cerimônia de abertura das feiras, o ex-ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, atual vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, salientou a contribuição do Brasil à sustentabilidade mundial
Segundo Guedes, “O Brasil é a região que mais conserva florestas primárias no planeta. A matriz energética brasileira tem caráter renovável, onde o uso do biocombustível é o mais expressivo. O plantio direto reduz em 60% as perdas de água e do solo”.
O ex-ministro considera que é possível triplicar a produção agrícola brasileira nos próximos anos, sem a necessidade de derrubada de árvores. “Temos tecnologia e áreas que já foram incorporadas ao processo produtivo. Cada vez mais o mundo se importa com a produção brasileira”.
Durante seu discurso, Guedes defendeu uma maior articulação do setor, visando à formação de uma visão integrada da cadeia de orgânicos. “Precisamos nos preocupar agora em explorar mecanismos que revelem as vantagens que a produção orgânica têm nos preços”. Outro ponto importante para ele é a questão da certificação. Ele alertou sobre a importância da credibilidade dos selos emitidos no País.
A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) divulgou, em maio deste ano, documento sugerindo que a agricultura orgânica pode ser o caminho para se alcançar a segurança alimentar.
"A agricultura orgânica não é mais um fenômeno apenas de países desenvolvidos, pois já é praticada comercialmente em 120 países, representando 31 milhões de hectares e um mercado de US$ 40 bilhões em 2006", aponta o documento. Na mesma publicação, a FAO prevê que o mercado movimente US$ 70 bilhões até 2012.
Se a agricultura convencional corre algum risco de ser atingida pela crise financeira internacional e pelo aumento do dólar, já que a maioria dos insumos agrícolas, especialmente herbicidas e inseticidas, é importada, o mesmo não deve acontecer com o mercado nacional de orgânicos. A opinião é do gerente de Agronegócios do Sebrae Nacional, Juarez de Paula.
“Neste momento o mercado da agricultura orgânica, que não depende dos agroquímicos, não deverá ser atingido diretamente”, disse Juarez, na abertura da Biofach América Latina / ExpoSustentat dia 23 de outubro de 2008 em São Paulo.
O Secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Egon Krakhecke, também presente na abertura do evento, destacou a importância da parceria governo e sociedade civil para a promoção da sociobiodiversidade.
"Para que os produtos desses biomas acessem novos mercados é necessário que exista uma soma de forças do governo e da sociedade civil. Não se pode achar que isso vai ser resolvido por um único ator social, por relevante que ele seja. O Governo Federal é importante, mas, sozinho, também não vai dar conta. Por isso, é fundamental que as organizações que representam as populações extrativistas, as comunidades tradicionais e os agricultores familiares estejam realmente organizados e que assumam o papel de protagonistas da sustentabilidade no aproveitamento dos recursos desses biomas” disse Egon Krakhecke, secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente.
Representando o Ministério da Agricultura estava o Sr. Francisco Jardim, Superintendente Federal do Agricultura no Estado de São Paulo , e a sra.Maria Judith Magalhães Gomes, delegada federal do Desnvolvimento Agrário em São Paulo, representou o Ministério do Desenvolvimento Agrário. O Sr. Felipe Suplicy, Coordenador Geral de Maricultura, representou o Ministro Gregolim, da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca.Todos reforçaram o compromisso de governo em promover o setor orgânico, os produtos da sociobiodiversidade e o acesso a mercado da agricultura familiar.
O diretor da GTZ Brasil, sr.Ulrich Krammenschneider, falou da parceria da GTZ com este evento, lembrando que biodiversidade agradece quando a sustentabilidade é respeitada.
Frank Venjakob, representando a Nuremberg Global Fairs ressaltou o a presença do Brasil na rede BioFach com eventos na Alemanha, Estados Unidos, Japão, China e Índia e convidou os presentes para a Conferência de Sustentabilidade que antecederá a BioFach em Nuremberg, em fevereiro de 2009.
O Sr.Peter Peters, diretor do banco de investimentos DEG, parceiro da Nuremberg Global Fairs nos Projeto BioFach no Brasil e na América Latina, declarou-se impressionado com a evolução destas feiras desde sua primeira edição em 2003.
O Sr.Heinz Peter Behr, cônsul da Alemanha no estado de São Paulo também presente na mesa de abertura. reforçou o compromisso da Alemanha em apoiar iniciativas que promovam o desenvolvimento sustentável.
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